 | Motociclistas Gaúchos Rumo ao Nordeste - Parte V
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Quarta, 29 Outubro 2008 20/10 - Fortaleza (CE) à Natal (RN)
Neste dia, sai de Fortaleza e fui em direção a Natal para reencontrar o Toco que me aguardaria na praia da Ponta Negra. A viagem de Fortaleza a Natal até agora foi a mais cansativa, não pela distância, mas principalmente pelo calor e praticamente só o deserto me acompanhava.
No meio da tarde cheguei em Natal e fui recebido pelo companheiro Toco com uma bebida bem gelada.
21/10 Ntal (RN) - Porto de Galinhas (PE)
Ontem, enquanto eu, Jairo, saía de Fortaleza, cedo e fazia mais de 500 Km, o Toco saía de João Pessoa, depois do meio-dia, para percorrer 185 km e nos encontramos em Natal, na praia da Ponte Negra, perto do Morro do Careca. Deixamos de ser dois lobos solitários no Nordeste para nos transformarmos, novamente, numa dupla. E, neste dia 21 de outubro, uma terça feira, saímos cedo de Natal, do Hotel Praiamar, onde nos hospedamos, para andar pouco tempo e parar. É que o Toco tinha que trocar o óleo da moto dele e tivemos que parar num posto para efetuar a troca.
Às 10 horas, finalmente, pegamos a estrada, ou melhor a BR-101. Um parêntese para falar na 101. Nós, os gaúchos, estamos emocionados com a duplicação da 101 entre Torres e Florianópolis, mas, no Nordeste, a 101 está sendo duplicada desde Alagoas, todo o estado de Pernambuco, atravessa a Paraíba e vai até Natal. Até o exército brasileiro está encarregado de trechos da estrada. Milicos com farda do exército, caminhões do exército, trabalham o dia todo. Aliás, o Nordeste é um canteiro de obras. Do governo federal, estadual e prédios particulares. O Toco, que esteve por aqui há 2 anos ficou impressionado com a transformação da região.
Nosso objetivo era ir até Porto de Galinhas. Ficamos num hotel maravilhoso, onde fomos muito bem atendidos e, além disso, pudemos contar com uma vista deslumbrante do mar. Um luxo.
22/10 Porto de Galinhas (PE) à Maceió (AL)
Saímos de Porto de Galinhas quase às 11 horas da manhã. Apesar de termos acordados, como todos os dias, às 6 horas, mas era necessário aproveitar as mordomias do hotel. Banho de mar, em frente ao quarto, piscina no lado, sala de ginásticas etc.
Nosso destino era Maceió, onde aportamos às 3 horas da tarde. Foi uma viagem tranqüila porque optamos em ir pela orla e não pela 101, onde o movimento de caminhões é muito acentuado.
Ficamos em Maceió na praia Pajuçara, rodeado por motoristas de táxi e agentes de turismo, encantados e falantes com a nossa viagem.
Quando um ficava sabendo que tínhamos saído de Porto Alegre e ido até Fortaleza, ia depressa chamar um amigo para nos conhecer. E, nesse papo, ficamos até as 6 horas da tarde por ali.
Depois fomos à Praia do Francês, distante 23 Km de Maceió, com sua praia famosa pelo banho de mar, considerado um dos melhores do Nordeste, com grandes piscinas cercadas pelos arrecifes e a praia.
Hospedamo-nos na Pousada Capitães de Areia. Uma bela pousada. Jantamos ali perto - uma massa espetacular - e, enquanto o Toco ia até a casa do parente dele assistir Inter e Boca pela TV, eu, Jairo, ficava na pousada escrevendo estas linhas. Foi um dia perfeito, além da vitória do Inter, um banho de mar fora de série. Quem não conhece a praia do Francês em Alagoas, deve ir até lá, pois é um dos lugares mais aconchegantes e bonitos, e fica bem próxima à capital Maceió.
23/10 Maceió (AL) à Aracaju (SE)
Nossa programação era sair bem cedo da Praia do Francês e ir até o Pontal do Peba, para dali, por 20 Km, andar na beira mar, na areia, e chegar até a Foz do Rio São Francisco, antes de iniciar a maré alta. Mas não deu, porque olhando no jornal, constatamos que a maré baixa seria às 4 horas e 30 min da madrugada. Como não deu para fazer este passeio, ficamos no Francês e tomamos mais um banho de mar quente, limpo e calmo. Depois fomos para a estrada até Penedo, pela orla da praia, onde atravessamos o Rio São Francisco de balsa, e depois de 30 Km em estrada estadual, sem movimento algum, caímos na 101 com seus inúmeros e intermináveis caminhões causando uma confusão enorme.
Mas, depois de 50 Km, saímos dela e fomos até Aracaju, novamente por estrada estadual, sem movimento. Às 14 horas já estávamos em Aracaju, almoçamos e, enquanto eu ía a uma conssecionária Honda para trocar a câmara do meu pneu traseiro, que estava vazando demais, o Toco providenciava uma pousada. Arrumou uma de só 50 reais a diária, na beira da praia do Atalaia e com Internet e tudo. Dica de uma caxiense, dona do restaurante onde almoçamos, e que mora há 2 anos em Aracaju.
Como estávamos na praia mais badalada da cidade e no local mais central da praia, jantamos ao lado da pousada, que era cercada por restaurantes. Depois dormir e se preparar para outro dia na estrada. O destino do dia seguinte, dia 24, seria a Ilha de Itaparica, depois de passar por Salvador e ir de ferry boat até À ilha.
Fotos: Jairo Bratkowski |  |