 | Tour pela Região Sul
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Segunda, 16 Agosto 2010 A idéia inicial desta viagem era dar a volta perimetral pelo Rio Rrande do Sul incluindo as serras de Santa Catarina e Foz do Iguaçu no Paraná. O primeiro dia de viagem foi tranqüilo via BR290, Free-way e BR-101, que por sinal continua em obras, a 101 consumiu cerca de 3 horas de viagem. Ao ingressar em criciúma, via Urussanga, você escapa de um trecho terrível, que parece o rípio argentino, presente após a cidade de Siderópolis.
Enfim a chegada a Lauro Miller foi tranqüila. Como já conhecia o local me hospedei na primeira pousada da serra, antes do marco zero da Serra do Rio do rastro e por sinal, essa pousada oferece uma visão exuberante do que se vai encarar, essa tem 1460 Metros.
No primeiro dia fiz um Check List na moto, troca de óleo e pausa para um churrasco, afinal foram 447 Km e 7 horas de viagem.
No segundo dia a primeira subida, dispensa comentários, dizem que cenário igual somente nos Alpes suíços. No mirante os quatis embelezam a paisagem, mais do que acostumados com turistas.
Terceiro dia: um passeio pela tão falada serra do Corvo Branco, o que não é falado na web é sobre o acesso, difícil, por Urubici, e, muito mais se você sair por grão-pará. Apenas 198 Km mas, 7 horas de viagem! A SC-430 dá acesso a Urubici, uma ótima pista para quem gosta de enjoar de fazer curvas e curtir declives.
Meu primeiro ponto de visitação é o famoso morro da igreja, situado dentro de uma área militar, é uma base da aeronáutica. Tudo isso pertencente à área do parque nacional São Joaquim. Antes da entrada da base há uma fazenda onde você pode tomar banho de cachoeira e curtir esportes radicais, como tirolesa. A estrada para o morro da igreja é de concreto, uma sucessão de curvas e uma visão impressionante, já que você está no ponto mais alto de santa Catarina: 1822 metros.
O próximo ponto foi a serra do Corvo Branco que oferece uma visão aérea, interessante, da cidade de Grão Pará. A medida que vou descendo do Corvo Branco vou fotografando e esta sucessão me oferece um comparativo da distancia desta serra, em relação a Grão Pará ,também a lembrança, a tempos não encarava uma estrada tão ruim, SC-439. Cheguei na pousada quase 22 horas, saí por Grão Pará, Braço do Norte, Orleans.
Quarto dia: São Joaquim/ SC a São José dos ausentes/RS. Um trecho muito bonito recheado pelo melhor cascalho, e também pela falta de sinalização, felizmente a bela paisagem e diversas cachoeiras me recompensaram.
Meu próximo objetivo era chegar ao Pico do Monte Negro, ponto mais alto do RS,1403 metros. É possível contemplar, ao longe, os cânions de Cambará do Sul. Ao sair desta fazenda que abriga o pico me entreguei a um bom almoço campeiro, boa reposição de energia. Já à tarde senti falta de um GPS, pois a neblina que o diga, me perdi.
Quinto dia: Dos campos de cima da serra até ametista do sul (Iraí e a rota das pedras preciosas). 424 Km e 5 horas de viagem.
Na cidade de Planalto passei por uma tribo Kaigang e fiquei impressionado com as ocas, equivalem na altura há um prédio de 3 andares. Infelizmente não parei para tirar fotos.
O museu em ametista é bastante interessante, conta com uma visita em loco a mina, mostra todo processo e possui loja própria. Porem, é proibido fotografar seu acervo que dispõe de 1500 pedras raríssimas, belo patrimônio.
Sexto dia: De Ametista do Sul à Foz do Iguaçu no Paraná. 670Km e 8 horas de viagem.
Neste trecho é interessante comentar a (RS591) que está bastante precária, ali, minha velocidade média era de 50 Km/h. na (RS150) atravessa-se de balsa o famoso rio Uruguai. E por fim, a estrada da morte paranaense, (PR277), pra quem não sabe a velocidade máxima é 110Km/h maior que nossa Free-Way (100Km/h), é claro que ninguém anda a esta velocidade no Paraná, entende?
Sétimo dia: Foz do Iguaçu- Visita ao parque Iguaçu, centro da cidade e marco das três fronteiras.
Oitavo dia: A volta
Via BR386 (sem iluminação e sinalização precária)
Cortei da viagem perimetral, Uruguaiana e Rio Grande, cidades que já conheço pois começei a programar uma viagem mais longa.
Total do percurso, incluindo na volta um desvio por Caibi/SC, para escapar da balsa: 3943 Km.
Fotos: Luciano Corrales
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