 | Kasinski Comet GT-R 250: Quase Tudo de uma Superbike
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Quinta, 20 Maio 2010 A Kasinski Comet GT-R 250 tem como primeiro atributo a beleza. Sua carenagem com farol diminuto e retangular lhe conferem ares italianos que a aproximam visualmente do frontal da Bimota DB7, um requinte extra para uma moto de menor cilindrada e preço mais em conta.
A Comet GT-R 250 é a moto exata para quem quer dar toda a pinta de estar sobre uma poderosa superbike, mas sem ter que desembolsar algumas boas dezenas de milhares de reais. Mas é importante ficar só no visual, porque no barulho, mesmo com ponteira esportiva, ou rodando, logo se poderá verificar não se tratar de uma moto de 600 ou mais cilindradas e de uma quatro cilindros.
No entanto, isto não é nenhum demérito para a GT-R, pois é necessário avaliá-la dentro de sua categoria, esportiva de até 300 cilindradas, e aí ela está muito bem posicionada. Para matar logo a curiosidade de todos, chegamos a alcançar o que se pode chamar de uma incrível marca: 177 Km/h (em velocímetro), confirmando que ela é a mais veloz 250 cilindradas que já testamos, e até poderia ter alcançado marca melhor. É que a versão 2009/2010 ganhou alimentação por injeção eletrônica, mas perdeu alguns CV. A versão carburada alcançava a potência máxima de 32,5 CV a 10.000 rpm, enquanto a versão atual gera 29,2 CV a 10.500 rpm, foram 3,3 CV perdidos a fim de torná-la compatível com as novas normas de redução de emissão de poluentes.
Por isto é que afirmamos que ela podia ter se saído melhor, pois quando fizemos um teste com um modelo naked em 2008 já tínhamos alcançado número próximo do de agora, ou seja, se não tivesse perdido um pouco de potência, a GT-R poderia chegar até uns 190 Km/h.
Também é importante ressaltar o momento em que a potência máxima é atingida, 10.500 rpm, que já é um alto giro!
Com torque máximo que também só aparece a partir dos 8.000 rpm, a GT-R se mostra feita para andar “enrolando o cabo”, quando nela tudo parece se estabilizar, com ruído do motor “afinando”, respostas sendo mais rápidas e o motor, de 2 cilindros em “V” parecendo funcionar como se fosse um 4 cilindros em linha, até é bonita de ouvir e sentir.
Em baixas rotações, no entanto, a GT-R exige mais trabalho de câmbio a fim de manter seu motor sempre mais “cheio”, senão uma vibração maior será sentida e um ronco mais característico de um dois cilindros será ouvido.
Curioso é que há uma etiqueta colada ao tanque que recomenda que não se ultrapasse 5.000 rpm antes dos 850 Km rodados, mas é muito difícil seguir esta recomendação, pois a moto parece entrar em bom ritmo de funcionamento com 7.000 rpm, momento em que ela consegue desempenhar a velocidade de 105 Km/h.
O consumo é adequado para o porte e proposta da moto, variando entre 19 e 27 Km/l, de acordo com o tipo de condução e condições de tráfego que a moto enfrentar.
Quem senta sobre uma GT-R tem a nítida sensação de que ela é tão robusta quanto uma superbike. Esta sensação deriva do fato de que seu quadro está baseado no mesmo projeto empregado na GS 500 da Suzuki e que seu tanque, com capacidade de 17 litros, é bastante volumoso. Todos aqueles que não tem um prévio conhecimento sobre a GT-R imaginam que ela seja uma moto de grande cilindrada.
Um dos reflexos do emprego de tal projeto é que a ciclística da GT-R é totalmente igual à ciclística de uma superbike, o que a torna uma excelente “moto escola” para quem um dia pretenda alçar vôos mais altos, mas sem se arriscar ou gastar tanto logo de cara. É a moto ideal para quem quer entrar no mundo das esportivas, aprender como pilotar bem, ganhar experiência e depois partir para motos de maior desempenho, mas daí com segurança.
Neste viés, seguem algumas preciosas dicas de quem não só escreve sobre motos, mas põe a “cara pra bater” em competições oficiais de motovelocidade: Pode uma moto de 250 cilindradas superar uma de 1000 ? A resposta é...sim. Depende da condição de uso e, principalmente, da técnica dos pilotos.
Em pistas mais “travadas”, ou seja, onde existam muitas curvas e as retas não sejam muito longas, a diferença de motores diminui em relevância no melhor tempo que dois pilotos podem alcançar. Por exemplo, um bom piloto em uma moto de 250 cilindradas pode fazer tempos melhores do que um piloto inexperiente numa moto de 1000 cilindradas, se a pista não for considerada de “alta”.
Este é um ponto fundamental, a habilidade do piloto. Por isto, recomenda-se fortemente que quem quer explorar melhor sua moto faça um curso de pilotagem. Existem vários e alguns muito bons sendo ministrados nos estados de SP, RJ, PR e RS. Com uma boa técnica pode se suplantar uma deficiência de equipamento.
Mas, para não parecer muito vago, pode ser melhorada a GT-R com um pequeno rebaixamento de 15 a 20mm do caster, com uma maior rigidez da pré-carga da mola, umas duas voltas, e com a troca da ponteira. Só estes três pequenos itens, simples de executar, tornarão a GT-R um pouco mais “race”.
O resto fica “no braço”. Escolha uma pista sinuosa, de preferência em declive, e use de técnica.
Uma pista é composta de dois elementos básicos: reta e curva. Na reta não dá pra uma moto de menos de 30 CV brigar com uma que tem entre 175 e 190 CV, então só sobra a curva pra tirar a diferença.
Uma curva, por sua vez, é subdividida em três partes: entrada, transição e saída. Aí dá pra tirar a desvantagem, tendo uma boa noção de retardamento de frenagem e ponto certo para início de transição, que deve ser feita com regularidade e marcha engrenada para tracionamento adequado, e saída suave com aproveitamento do momento certo para retomada da velocidade. Isto sendo bem executado, não será o tamanho do motor da moto que fará a diferença, pelo contrário, a menor descarga de potência na roda traseira proporcionará ao piloto uma maior margem para erros na condução e melhor condição para correção. Enfim, dá pra girar mais rápido em uma 250 do que em uma 1000, mas numa pista, não aconselhamos nem um pouco fazer pegas em ruas ou estradas.
A GT-R tem quase tudo que uma superbike oferece, faltaria apenas um indicador de marcha engatada no painel, uma sexta marcha seria bem apreciada, de resto está tudo muito apropriado. Nos freios há até um super dimensionamento. Os dois discos na dianteira e o disco único da traseira seguram mesmo a moto e a suspensão dianteira suporte muito bem o efeito mergulho. Há de se cuidar um pouco com o ajuste da altura dos manetes de freio e embreagem, pois, se forem muito rebaixados, podem encostar na carenagem, sendo que o da esquerda irá encostar no painel de instrumentos quando a direção foi muito esterçada em estacionamento.
Muitos comentam querer substituir a medida do pneu traseiro da GT-R, um 150/70, por um que proporcione perfil mais largo, o que desaconselhamos, pois, quanto mais largo o pneu pior será a capacidade da moto em curvas. A medida original está bem proporcionada.
Quanto a forma de conduzir, a GT-R é mesmo bem esportiva e a postura do piloto em cima da moto será sempre com a coluna curvada, o que tornará uma condução prolongada ou em condições de tráfego mais truncado um tanto desconfortável. É importante ter em mente que a melhor experiência de uso da GT-R se dará em estradas e em pistas.
A Kasinski Comet GT-R é encontrada com as opções de cores em preto, vermelho, “dual tone” de preto/branco e preto/vermelho vendida com preço entre 15,1 e 15,9 mil reais e pode ser encontrada, em Porto Alegre, na AutoSul, que fica na Av. Sertório, 4.100 e atende pelo telefone (51) 3342.44, ou em Guaíba, na R. 20 de Setembro, 1318, onde atende pelo telefone (51) 3480.6161.
Mais informações:
Mais informações sobre a Kasinski Comet GT-R 250 podem ser encontradas no site da empresa, cujo endereço eletrônico é: http://www.kasinski.com.br
Ficha Técnica:
Motor: 4 tempos, dois cilindros em “V”, refrigeração a ar, OHC
Cilindrada: 249cc
Diâmetro x Curso: 57,0 x 48,8,8 mm
Potência máxima: 29,2 CV a 10.5000 rpm
Torque máximo: 2,31 Kgfm a 8.000 rpm
Alimentação: injeção eletrônica
Transmissão: 5 velocidades
Embreagem: multidisco banhada a óleo
Suspensão dianteira: Garfo telescópico invertido
Suspensão traseira: balança monochoque com ajuste na pré-carga da mola
Pneu dianteiro: 110/70-17
Pneu traseiro: 150/70-17
Freio dianteiro: Dois discos de 300mm com pinça de pistão duplo
Freio traseiro: Disco de 230mm com pinça de dois pistões
Comprimento: 2.095mm
Largura: 720mm
Altura: 1.135mm
Tanque de combustível: 17 litros
Peso (seco): 173 Kg
Saiba mais sobre teste anterior com a Comet Naked
Clique na seção "On the Web" ao lado para saber mais sobre um moto teste realizado em 2008 com a Comet Naked e ver o que mudou.
Fotos: Gisele Flores e Divulgação Kasinski
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