 | Garinni GR 125ST: Mais que Completa
Imagens |  A Garinni GR 125ST enfrentou com valentia frio, chuva e barro durante moto teste.
 A moto vermelha andou pela cidade e mesmo com frio de até Zero grau tinha boa partida e bom funcionamento.
 Com piso molhado e escorregadio a suspensão a ar e o freio à disco nas duas rodas foram muito úteis.
 A moto é cheia de detalhes e o painel inclui marcador de combustível, indicador de marcha, hodômetro parcial e conta-giros, além do que é de praxe.
 O bocal do tanque de combustível de 11 litros segue o padrão esportivo.
 A rabeta é estilosa e já inclui de série a "churrasqueira" para instalação de bauleto.
 A partida é elétrica e a pedal e conta com corte de corrente.
 Um dos grandes destaques da moto é que ela tem acionamento do motor por controle remoto, e ainda vem com alarme de fábrica.
 Ficamos uma semana com as motos para testes e aproveitamos o autódromo de Guaporé (RS) para rodar bastante.
 Na pista, a GR 125ST se saiu bem, sem uma grande velocidade final, mas muito econômica.
 Em curvas novamente a moto se mostrou bastante estável e confortável. O banco com tecido antiderrapante ajuda.
 A velocidade máxima não é muito alta, ficou em torno dos 110 Km/h, mas o motor ainda estava em fase de amaciamento.
 Rodando com velocidade média de 80 Km/h a GR 125ST chegou a 35,7 Km/l. Muito bom ! Com uma média de 60 Km/h o consumo foi ainda melhor, alcançando a marca de 37,8 Km/l.
 O freio é super dimensionado para o desempenho da moto. Folga para a segurança.
 Foram quase 400 Km rodados só em pista e a GR 125ST se saiu muito bem. Novamente a sua característica de conforto se revelou, sem comprometer a segurança.
|
|
Segunda, 13 Julho 2009 Recebemos duas unidades do modelo GR 125ST da revenda autorizada Rota 403 da Garinni em Porto Alegre, uma moto street que é simplesmente de encher os olhos de tantos acessórios com os quais vem incorporada. Com estas motos decidimos fazer exaustivos testes e as levamos até a cidade de Guaporé, no interior do RS, onde poderíamos andar muito com elas no autódromo internacional que lá existe.
Recebemos as motos Zero Km, portanto teríamos a honra de poder amaciar os seus motores durantes os testes e poder sentir qual seria o comportamento apresentando para um novo comprador.
Uma das motos, a de cor vermelha, foi designada para andar pelas ruas da cidade, e acabou enfrentando muito frio, chuva e barro. A outra, de cor preta, foi designada para rodar no autódromo da cidade, e lá fomos nós.
Os testes se desenrolaram ao longo de uma semana inteira e tivemos a oportunidade de rodar quase 1.500 Km com as duas motos. O rigor do clima foi inclemente. No início de uma manhã, os termômetros chegaram a marcar Zero grau!
Primeiro ponto para as Garinni. Mesmo com frio intenso bastava puxar o afogador que elas davam partida sem maiores dificuldades. Após rodar um pouco, já era possível retornar o afogador para a posição normal e elas continuavam funcionando perfeitamente.
Daí veio a chuva e o barro. Fizemos a maior parte do teste com a Garinni de cor vermelha sob chuva e frio. Andando nas estradas e nas ruas pavimentadas ainda com paralelepípedos, e molhados, foi possível constatar a eficiência de dois componentes destas motos: O amortecedor a ar e os freios à disco na dianteira e traseira.
Rodando por ruas e estradas de chão, mesmo com carona, a moto se mostrou com grande capacidade de absorver impactos e manter sua maciez ao rodar. Já em um piso escorregadio foi a vez dos dois discos mostrarem seu valor. As frenagens eram mais seguras na medida em que as duas rodas tinham bom acionamento. Além disto, em função dos discos, o efeito de perda de capacidade de frenagem ao se passar por poças de água mais profundas era bem amenizado. Considerando o tipo de uso ao qual se destina e a velocidade máxima alcançável, em torno dos 110 Km/h, os freios da GR 125ST da Garinni são super dimensionados. Folga para a segurança.
A GR 125ST chama a atenção por onde passa. Todos de cara identificam não se tratar de uma moto comum, embora ainda não a conheçam bem. A primeira impressão que ela causa nas pessoas é de admiração, por ter tantos opcionais.
Não há como não perceber que ela, além de bonita, já vem com rodas de 18¨de liga leve, que as pinças douradas puxam o olhar para os discos de freio nas duas rodas, e que o painel é super completo, incluindo indicador de marcha, conta-giros e hodômetro parcial.
Mas, o ponto alto da moto ao ser apresentada para um interessado é quando se faz o acionamento do motor por controle remoto, aí todos ficam muito admirados. Não bastasse tudo isto, a moto ainda vem com um alarme muito sensível ao movimento.
Conforto, estilo e segurança foram os aspectos bem apresentados pela GR 125ST na cidade, agora era a vez de vê-la em ação em um autódromo.
Numa pista vazia e sossegada, chegamos com a GR 125ST para teste, num dia claro e de temperatura amena, em torno dos 16 graus. Nosso objetivo era sentir o desempenho, o comportamento em curvas e, principalmente, o consumo que a moto iria apresentar.
Foram quase 400 Km rodados só em pista e a GR 125ST se saiu muito bem. Novamente a sua característica de conforto se revelou, sem comprometer a segurança. Nas curvas, o amortecedor a ar garantiu um funcionamento constante e estável. O banco com tecido antiderrapante proporciona boa aderência do piloto à moto e, por fim, o motor teve bom desempenho.
Considerando que ainda se encontrava em fase de amaciamento, era normal que não tivesse uma desenvoltura perfeita e vibrasse um pouco, mas não foi nada demais. O motor da GR 125ST, com seus 12 CV a 7.800 rpm, proporcionou um desempenho razoável, nada esportivo, mas adequado. A velocidade máxima alcançada ficou em torno dos 110 Km/h, mas, o feito mais importante é que a moto se mostrou bastante econômica.
Rodando com velocidade média de 80 Km/h a GR 125ST chegou a 35,7 Km/l. Muito bom ! Com uma média de 60 Km/h o consumo foi ainda melhor, alcançando a marca de 37,8 Km/l. Novamente é bom lembrar que a moto ainda estava em amaciamento, ou seja, após uns 1.500 Km rodados, estes números podem ser até um pouco melhores.
Tudo funcionou bem com a moto da Garinni, o que nos deixou bastante impressionados. Para quem procura uma moto para uso na cidade e em passeios curtos de final de semana, com vários itens de série incorporados, mais estilo, e, de quebra, por um preço mais em conta, é uma boa pedida.
Sobre a Garinni:
Comprada pelo Grupo Itapemirim, o maior grupo empresarial de transporte de passageiros da América Latina, a Garinni sofreu completa mudança estrutural que teve início ao final de 2008.
Com uma fábrica no Pólo Industrial de Manaus, a Garinni tem capacidade para produzir até 5 mil motos por mês.
Ficha Técnica:
Motor: monocilíndrico 4 tempos refrigerado a ar de 125 cilindradas
Potência máxima: 12 CV a 7.800 rpm
Torque máximo: 0,82 Kgfm a 5.500 rpm
Partida: Elétrica e a pedal
Câmbio: 5 marchas
Suspensão dianteira: Garfo telescópico
Suspensão traseira: Braço oscilante com duplo amortecimento
Freio: Disco na dianteira e traseira
Pneu dianteiro: 2.75 - 18
Pneu traseiro: 90/90 - 18
Comprimento: 2.060 mm
Largura: 726 mm
Altura: 1.120 mm
Altura livre do solo: 130 mm
Peso (seco): 109 Kg
Tanque de combustível: 11 litros
Fotos: Gisele Flores
|  |