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E N Q U E T E


Em relação a 2009, como serão as vendas de motos em 2010?

As vendas de motos de 2010 serão maiores do que em 2009

As vendas de motos de 2010 serão aproximadamente iguas às de 2009

As vendas de motos de 2010 serão menores do que em 2009




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Exclusivo ! Sundown: Uma Revolução Silenciosa em Movimento

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Presidente da Sundown, Walther Biselli (d), recebeu com [underline]exclusividade[/underline] o editor Jaime Nazário (e) para falar sobre a situação atual e perspectivas da empresa.
Presidente da Sundown, Walther Biselli (d), recebeu com exclusividade o editor Jaime Nazário (e) para falar sobre a situação atual e perspectivas da empresa.


No meio da entrevista, Walther Biselli (c) recebeu a visita de um concessionário da marca da cidade de Ijuí (RS). Visitas de concessionários tem sido frequentes, por convite de Walther.
No meio da entrevista, Walther Biselli (c) recebeu a visita de um concessionário da marca da cidade de Ijuí (RS). Visitas de concessionários tem sido frequentes, por convite de Walther.


Joemar Pozzebon (e), da Pozzebon Motos, da cidade de Ijuí (RS), afirmou que "realmente está acreditando que a situação da Sundown será revertida com as medidas que vem sendo adotadas".
Joemar Pozzebon (e), da Pozzebon Motos, da cidade de Ijuí (RS), afirmou que "realmente está acreditando que a situação da Sundown será revertida com as medidas que vem sendo adotadas".

By Jaime Nazário, Clique no nome do autor ao lado para comentar.

Sexta, 19 Junho 2009

A Sundown foi a grande revelação e vedete da indústria motociclística brasileira nos anos de 2006 e 2007. A empresa despontava com impressionantes taxas de crescimento, apoiada no lançamento de produtos de valores mais acessíveis e de estilos então atrentes, até com inovação, como no caso da STX Motard, marketing mais agressivo e rápida formação de uma ampla rede de revendas. Tudo parecia que se desenrolaria muito bem e por longo tempo.

A Sundown, em seus tempos áureos de vendas, chegou a abocanhar uma participação de mais de 5%, ameaçando se tornar a terceira maior fábrica do Brasil. Em algumas regiões esta participação atingia níveis até bem maiores, um grande feito para uma novata que vinha para enfrentar as "grandes japonesas" já consolidadas por aqui.

Problemas sob o "tapete"

Mas alguns sinais de problema vinham latentes, apenas estavam encobertos por uma boa receptividade de mercado. Uma estrutura administrativa inchada, muitas diretorias e gerências, altos salários, problemas de gestão e conflitos entre sócios vinham silenciosamente minando a empresa. A Sundown chegou a ter mais de 1.500 funcionários, hoje são pouco mais de 1.000.

Vindo o ano de 2008, o aumento da cotação do dólar começou a corroer os resultados e, a partir de setembro, com a abrupta queda geral de vendas, a situação se deteriorou muito rapidamente. Em dezembro, a situação se agravou de tal forma que o prejuízo no exercício já se vislumbrava. Uma medida extrema precisava ser tomada. A presidência foi substituída e o executivo Walther Biselli, então diretor comercial e com passagem prévia pela Nestlé, entre outras empresas, viria a assumir a empresa, com um colossal desafio: promover uma "revolução" interna na Sundown e redirecioná-la para resultados positivos, bem em meio a uma das mais sérias crises mundiais já vividas.

Walther enfrentou, e ainda vem enfrentando, um dos maiores "cases" de administração do mercado brasileiro. Ao assumir o comando, logo no início de sua gestão, teve de lidar com a retomada da operação de um CD alagado depois da enchente em Itajaí (SC), corte de pessoal, negociação com sindicato dos empregados, descrédito da rede de revendedores, falta de produtos novos por lançar, necessidade de adequar a linha corrente de produtos às exigências de menor emissão de poluentes da Promot 3 e uma visita de "vistoria" de um de seus principais fornecedores, a QuingQi, que fabrica os modelos STX, que estão entre os "carros-chefe" de vendas da empresa, enfim muitos, diferentes e urgentes problemas a serem atacados, todos simultaneamente.

Executivo avesso a quem trabalha por "manchete de revista"

Executivo que se diferencia pela afinidade com o negócio da empresa, Walther, que é um motociclista que possui moto e que já possuiu vários diferentes modelos de duas rodas, começou um trabalho firme, porém sem fazer muitos "ruídos" de reestruturação da empresa, e que ainda continua em curso.

De estilo avesso aos executivos "de manchete de revista", Walther arregaçou as mangas e começou a interagir diretamente com sua equipe e com a rede de distribuidores. Várias diretorias e gerências foram cortadas e das 262 concessionárias da marca ao final de 2008, restaram apenas 200.

Quase terminando o primeiro semestre de 2009, Walther conseguiu resgatar a confiança da maioria dos concessionárias restantes na retomada do crescimento da empresa, que agora é bem mais enxuta, melhor dimensionada aos novos tempos. As dificuldades ainda são muitas, mas já é um bom começo.

Depoimento de um concessionário

Durante a entrevista, um concessionário, Joemar Pozzebon, da Pozzebon Motos, da cidade de Ijuí, no interior do RS, que resolvia alguns problemas administrativos e conhecia melhor os diversos departamentos de seu parceiro de negócios, relatou ter passado por dificuldades com a Sundown e disse que teve que argumentar muito para manter a confiança de seus clientes. No início de 2009, Pozzebon cogitou seriamente fechar seu negócio, mas, segundo ele, ao conhecer Walther Biselli pessoalmente, sentiu que o novo presidente se tratava de "uma pessoa simples que transmite confiança e passa segurança, que está tratando a situação e cumprindo com as promessas feitas".

Regularmente, Walther tem trazido representantes das concessionárias de vários estados, em grupos de 5 ou 6, até a sede da empresa para verem o que está sendo feito e com que perspectivas poderão contar.

Pozzebon chegou a declarar que "vem sobrevivendo, porque tem muita afinidade com a marca e porque realmente está acreditando que a situação será revertida com as medidas que vem sendo adotadas".

Muitas novidades a caminho

Sob o comprimisso de ter recebido informações em confidência, o que se pode dizer é que muitas novidades estão reservadas para a Sundown, a partir do segundo semestre deste ano, incluindo novos modelos de motos, retomada do credenciamento de novos revendedores com o objetivo de que cheguem até 300 e qualificação e homologação de novos fornecedores mundiais. Por conta disto, esta entrevista foi concedida com exclusividade na véspera de uma extensa viagem de Biselli à China e outros países que deverá se desenrolar até o dia 4 de julho.

Por enquanto, a situação ainda não é das melhores. Realmente não foram produzidas motos nos meses de abril e maio porque a rede ainda se encontrava com estoques elevados e em função da adequação dos novos modelos à Promot 3. Os prejuízos vem se acumulando ao longo dos meses, mas, segundo Walther, é possível suportar esta situação por mais um tempo, enquanto se busca uma forma de capitalizar a empresa.

A partir deste mês de junho a produção do modelo Web, por exemplo, já foi retomada, embora em níveis ainda inferiores ao de outros tempos. A nova Max em cor azul também está com produção iniciada e as novas STX Trail e Motard de 125 cilindradas estão em conteineres no porto. Estão sendo empreendidas melhorias para que as STX 200 sejam aprovadas na Promot 3 e uma nova moto "street" de 150 cilindradas, ao estilo da Max está a caminho, assim como uma nova custom.

Grandes desafios

Os desafios emergentes são:

- Buscar um equilíbrio econômico e financeiro da empresa. O ingresso de um novo sócio na empresa é bem possível;

- Aprovar modelos de motos de acordo com a Promot 3. Há modelos da linha atual que serão descontinuados e substituídos por novos;

- Lançar novos modelos e revigorar a marca. Há vários projetos para lançamento de novos modelos de motos, apenas aguardando o melhor momento da empresa para tanto;

- Voltar a se comunicar com o mercado por meio de campanhas e ações de marketing. Até o final deste mês de junho ou mais tardar em julho a Sundown deve voltar à mídia;

- Motivar e qualificar os atuais revendedores, enquanto credencia novos;

- Retomar uma melhor participação de mercado.

Há muitos projetos sendo conduzidos, somente aguardando o melhor momento para colocá-los à vista do mercado. A empresa está caminhando, mas, como Walther mesmo repete, "não é hora de falar, é hora de fazer".

Agora é só aguardar que o obstinado executivo consiga continuar empreendo a reestruturação da empresa, que os projetos vistos possam ser divulgados e que a Sundown volte a ser uma marca de boa aceitação, tanto ou mais quanto já foi.

Vamos torcer, pois quanto mais empresas que pretenderem oferecer mais e melhores produtos, melhor será para todos os consumidores. A pior coisa que pode existir contra os consumidores é a alta concentração de mercado em um número tão reduzido de marcas como ocorre atualmente no Brasil.


Saiba mais sobre a Sundown

Nesta segunda e terça feiras (22 e 23 de junho), o editor Jaime Nazário estará ao vivo na "Sala de Bate Papo" da revista eletrônica www.sobremotos.com.br para conversar diretamente com os internautas sobre a sua entrevista com o presidente da Sundown, das 09:00 até as 11:00 horas da manhã.

Fotos: Jaime Nazário




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