 | Yamaha XTZ 125X: A Supermoto Urbana
Imagens |  Yamaha XTZ 125X uma bela e boa moto para o dia-a-dia urbano.
 Testamos durante um dia inteiro uma XTZ 125X da Yamaha, que foi cedida pela Motoryama, revenda Yamaha de Porto Alegre(F: 51-3406.4000).
 O moto teste da XTZ 125X foi feito durante um dia inteiro no kartódromo de Tarumã, que fica sediado na cidade de Viamão, na Grande Porto Alegre.
 A primeira impressão que se tem da XTZ 125X, além da sua beleza, é que ela é muito leva, apenas 104 Kg, e é possível até entrar "de lado" com ela numa curva.
 Uma boa característica da moto é que a altura do assento ao solo é de somente 815 mm, tornando muito fácil a manobra de pêndulo com avanço da perna contra a entrada da curva e arrastando o solado do pé no chão, como demonstrou Gisele Flores.
 A suspensão dianteira invertida proporciona muita sensibilidade para o piloto, pois copia bem o asfalto e permite entradas agressivas nas curvas.
 Os pneus Pirelli MT 75, 100-80/17 na frente e 110/80-17 atrás, após algumas voltas e aquecidos, agarram bem na pista, sobrando para as velocidades que a moto consegue alcançar.
 A moto é muito manobrável e permite muitas manobras radicais, mesmo com a pouca potência característica de um motor de 125 cilindradas.
 A moto tem boa retomada e é muito econômica, pena que o painel de instrumentos não conte com conta-giros e indicador de nível de combustível, o único ponto de melhoria que ela pede.
 O painel de instrumentos é singelo, conta somente com velocímetro, hodômetro total e parcial, lus de neutro, luz de piscas e luz de farol alto.
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Segunda, 17 Novembro 2008 À primeira vista, o que mais chama a atenção na XTZ 125X é o seu visual agressivo estilo supermoto, ou "motard", como alguns preferem. A Yamaha denominou este estilo de "Conceito X", para o qual apresenta duas motos de sua gama, a XTZ 250X, derivada da Lander, e a XTZ 125X, derivada da XTZ 125 off-road.
Com a colaboração da revenda Yamaha de Porto Alegre, a Motoryama, capitaneada com muita competência por seu diretor, Rogério Schroeder, tivemos acesso a uma XTZ 125X para um dia inteiro de testes.
O "Conceito X" da Yamaha se traduz em motos que tem como proposta atenderem bem o uso em terreno misto de asfalto e terra, assim como as provas de supermoto sugerem. Uma competição de supermoto, via de regra, deve ser praticada em pistas que contemplem de 20% a 30% de terreno de terra, incluindo rampas e costeletas, tal como no motocross, e o restante do percurso em pista asfaltada, tal como na motovelocidade. Como se pode depreender, a prática de supermoto exigirá do piloto suas melhores habilidades nos dois estilos, e a moto deve ser o mais apropriada possível para este tipo de percurso.
Por causa disso, as "motards" são motos derivadas das off-road, mas com algumas importantes e significativas alterações, entre elas: rodas de 17 polegadas mais largas na dianteira e na traseira, pneus street esportivos, suspensão dianteira invertida e um ajuste de motor e transmissão mais apropriado para a motovelocidade do que para o cross, afinal, de 70% a 80% do percurso é feito em asfalto.
Infelizmente, é muito raro ainda pelo Brasil se encontrar pistas que mesclem estes dois tipos de terrenos para a prática do "motard". Desta maneira, as competições que estão sendo feitas para lançar o esporte no país, muitas vezes, são realizadas somente em asfalto, normalmente em kartódromos. Assim foi a 1a Copa Gaúcha de Supermoto realizada em 2008 na qual os colunistas de www.sobremotos.com.br, Jaime Nazário e Gisele Flores, fizeram uma dobradinha, finalizando em terceiro e quarto lugares, respectivamente.
Em virtude deste contexto, a XTZ 125X foi levada para o kartódromo de Tarumã, localizado na cidade vizinha à Porto Alegre, Viamão, e que foi gentilmente cedido para nós pela sua administração para que fizessemos este moto teste.
Quando se coloca a mão na XTZ 125X o que de imediato se percebe é que ela é muito leve e fácil de se manobrar, pois tem apenas 104 Kg de peso (seco). A impressão que se tem é que é possível fazer qualquer coisa com ela, e é mais ou menos isso mesmo.
Na pista, mesmo considerando o moderado desempenho de seu motor, afinal estamos falando de uma moto de 125 cilindradas com 10,9 CV de potência máxima a 7.500 rpm e torque de 1,11 kgfm a 6.000 rpm, é possível fazê-la derrapar de lado na entrada de uma curva e retomar bem a velocidade na saída, inclinar até a pedaleira raspar no chão e, mesmo assim, se sentir seguro em cima da moto. A XTX 125X está sempre "na mão", presa ao chão pela sua eficiente suspensão com garfo invertido na dianteira, que dá mais sensibilidade para o piloto e mais firmeza na entrada de curva por ter um menor curso, e suspensão traseira bem calibrada para se amoldar melhor ao trajeto.
Os pneus Pirelli MT 75, 100-80/17 na frente e 110/80-17 atrás, após algumas voltas e aquecidos, agarram bem na pista, sobrando para as velocidades que a moto consegue alcançar, mas proprocionando a capacidade para que a moto entre muito forte nas curvas, sem maiores riscos.
Uma boa característica da moto é que a altura do assento ao solo é de somente 815 mm, tornando muito fácil a manobra de pêndulo com avanço da perna contra a entrada da curva e arrastando o solado do pé no chão, até mesmo para aqueles de menor estatura ou para mulheres, como demonstrou a pilota Gisele Flores.
No andar, a moto por ter boa suspensão, baixa altura do banco ao solo e pneus com maior área de aderência, acaba sendo muito confortável.
É bom lembrar que a XTZ 125X será usada pela grande maioria de seus usuários em tráfego urbano e, aí, terá bom desempenho em função de sua extrema manobrabilidade e leveza aliada ao bom desempenho relativo do motor. Para que o propulsor da moto seja melhor levado é importante mantê-lo sempre acima dos 6000 rpm, momento de torque máximo, e, para ganhar mais velocidade, esticar até algo em torno dos 8000 rpm, potência máxima, o que, infelizmente, deverá ser buscado "de ouvido" pelo piloto, pois a moto, infelizmente, não dispões de conta-giros em seu painel, que é bastante singelo, sendo seu único ponto de melhoria. O painel conta somente com velocímetro, hodômetro total e parcial, luz de neutro, luz de piscas e luz de farol alto. Seria muito bom que ele tivesse um indicador de nível de combustível.
Como a moto foi testada num kartódromo, com retas curtas, não foi possível aferir qual a velocidade máxima que ela capaz de alcançar, mas, mesmo em pouca distância, ela foi capaz de alcançar 80 Km/h (de velocímetro). Mesmo considerando que a postura de condução do piloto é mais ereta na XTZ 125X e que isso trará uma maior resistência contra o vento, como ela é uma moto muito leva, é de se supor que ela consiga atingir velocidade máxima próxima das suas irmãs de motor, como a YBR 125 Factor, de tal forma que atinja algo em torno de 110 Km/h.
O consumo da moto durante o dia de testes também chamou positivamente a atenção, pois, em nenhum momento, foi inferior a 28 Km/h, mesmo considerando o uso mais esportivo e o motor em fase de amaciamento. Em condições de uso urbano é de se imaginar que ela apresente médias em torno de 35 Km/h que, combinado com o seu tanque de combustível com capacidade de 10,6 litros, lhe proporciona uma excelente autonomia.
A XTZ 125X vem somente na cor preto com detalhes em vermelho. As lanternas traseiras são bem chiques, com lentes crital e os grafismos são bem esportivos. Mesmo numa 125 cilindradas, o acabamento é aquele de reconhecida qualidade da Yamaha, a pintura é reluzente e sem falhas, as peças todas tem encaixes perfeitas e o nível de ruído e vibração da moto é baixíssimo para a sua categoria. A moto é oferecida pela Yamaha em duas versões: a "K", que tem partida somente por pedal, e a "E", que vem equipada com partida elétrica e pesa 1 quilinho a mais por este acessório.
A XTZ 125X pode ser encontrada em condições promocionais de venda na Motoryama, que fica localizada na Av. Farrapos, 3946 (F: 51-3406.4000), em Porto Alegre, ou na Av. Sen. Salgado Filho, 4337 (F: 51-3434.3240), em Viamão, ou ainda na Av. Getúlio Vargas, 6676 (F: 51-3032.4004), em Canoas.
Fotos: Gisele Flores e Jaime Nazário |  |